• Vitral de Francisco Brennand completamente restaurado.
  • Estrutura comprometida.
  • Abertura nas peças do vitral.
  • Parte externa completamente danificada.
  • Vidros quebrados.
  • Barra lateral destruída.
  • Desmontagem do vitral por painéis.
  • Descida de um dos painéis.
  • Retirada foi realizada com o acompanhamento de mapa estrutural.
  • Acondicionamento dos painéis em caixas exclusivas.
  • Gaveteiros fabricados para recebimento dos painéis.
  • Retirada de colunas comprometidas.
  • Fabricação de novas peças metálicas.
  • Solda da nova estrutura.
  • Estrutura completametne nova disposta em galpão do Atelier Jobson Figueiredo.
  • Fechando a grade.
  • Lavagem das peças em gaiola especialmente fabricada para a restauração do vitrais da Chesf.
  • Painel lavado.
  • Situação inicial do painel 125.
  • Desmontagem do painel 125.
  • Retirada das cantoneiras comprometidas.
  • Painel 125 recebendo novas cantoneiras de chumbo.
  • Painel 125 restaurado.
  • Montagem de todos os paineis.
  • Ajustes finais na montagem.
  • Dia da inauguração do Vitral.

vitral chesf brennand

Em 2009 começou a restauração do Vitral de Francisco Brennand que foi finalizada em meados de 2010. A obra, datada de 1976 foi executada pela Arte Sul de São Paulo e é composta por cento e vinte e oito painéis distribuídos em aproximadamente dez metros de altura por sete de largura. Ele encontrava-se com toda a estrutura metálica enferrujada e inúmeros vidros quebrados, mas teve sua originalidade recuperada após o restauro.

O serviço contou com uma metodologia rígida para manter a organização de todos os quatro mil cento e dezesseis vidros. Tudo começou com a preparação do canteiro de obra, que contou com o fechamento de tapumes na parte externa (no jardim) e interna (nas escadarias da Chesf). Após o isolamento, foi feita a desmontagem do vitral, onde todos os cento e vinte e oito painéis foram fotografados para registro, numerados e guardados em gaveteiros especialmente construídos para a ocasião. Com esse registro foi feito um mapa de danos detalhado para segurança do serviço.

Após a desmontagem, o próximo passo foi construir uma nova estrutura metálica de sustentação. Para essa nova estrutura, o ferro (que era o material utilizado) foi substituído por aço inox, com o objetivo de reduzir drasticamente o aparecimento de ferrugem. As peças foram produzidas na oficina de Jobson Figueiredo em Igarassu sob o comando de Severino Gomes. As novas vigas e barras de sustentação em aço inox foram levadas para a Chesf e montadas no prédio com vidros translúcidos, dessa forma, a estrutura ficou pronta e a espera das peças restauradas do vitral.

Todos os painéis retirados passaram por um processo de lavagem em três etapas: lavagem com água, com querosene e com bicarbonato de sódio. Depois da lavagem, a próxima etapa foi a das reposições. Onde cada painel teve uma recuperação de acordo com as necessidades, alguns painéis se encontravam em bom estado, mas a maioria precisava de intervenções. Centenas de tarefas foram realizadas, os problemas mais comuns eram: vidros quebrados, chumbo deteriorado, materiais inadequados da antiga restauração mal feita. Para as peças quebradas, foram recortados moldes no formato idêntico em papel e posteriormente em vidro novo, desmontado o painel e feita a reposição. Esse, com certeza, foi o serviço mais trabalhoso e meticuloso de toda a restauração.

A última etapa foi a montagem do vitral restaurado, que teve o suporte do mapa de danos, possibilitando uma montagem correta até o fim. A restauração do vitral de Francisco Brennand trouxe a beleza original da obra e trouxe vida nova ao prédio da Chesf, que tem suas escadarias iluminadas com a luz colorida da abra de arte.


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